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Sé
Catedral de Lisboa
A Sé é um precioso exemplar de arte romano-gótica.
É o monumento mais antigo e venerável da cidade de Lisboa.
Segundo a tradição este templo foi convertido em mesquita
durante a ocupação árabe da cidade. Depois da reconquista
de Lisboa a catedral foi reconstruída por ordem de D. Afonso
Henriques, baseando-se na arquitectura românica do século
XII. Está situada na encosta da Mouraria, local que ainda tem
vestígios da antiga cidade romana.
Teve vários acrescentos e remodelações que alteraram
o seu casco medieval. As obras sofreram diversas interrupções
de todo o tipo (terramotos, guerras, etc.). Estes obstáculos
prolongaram-se durante séculos até ao final da sua construção,
tendo também contribuído para novos estilos arquitectónicos.
A sua base tem vestígios romanos e árabes, e o seu aspecto
geral foi realizado de acordo com uma catedral românica, com uma
nave central e capelas laterais em forma de cruz latina.
A primitiva capela-mor, românica, foi substituída pela
actual, em estilo ogival, do século XIV, época em que
também foram construídas as capelas absidais e o deambulatório.
O terramoto arruinou-a profundamente, tendo-se então desmoronado
a torre sineira sobre o cruzeiro e a parte sul.
A restauração total da Sé reiniciou-se em 1911,
prolongando-se até aos anos trinta do século XX. O restauro,
dirigido pelo arquitecto António do Couto, procurou restituir-lhe
a primitiva traça medieval. As grandes torres da fachada assemelham-se
ao estilo românico, assim como a magnífica rosácea,
que mantém um aspecto românico.
A sua reconstrução interior (entre finais do século
XVIII e princípio do século XIX) obedece ao gosto barroco
e neoclássico da época.
Na sacristia guarda-se o cofre de madrepérola onde se recolheram
as presumíveis relíquias de S. Vicente. Valioso e rico
é o Tesouro da Sé, constituído por algumas peças
notáveis.
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