|
|
|
Logo após o terramoto
de 1755, o Marquês de Pombal encarregou Manuel da Maia (engenheiro-chefe
do Reino) de pensar numa solução eficaz de reconstrução
de Lisboa.
O essencial do plano dizia respeito ao Rossio e Terreiro do Paço
(como assim se chamava antes do terramoto), propondo o seu alargamento
e a sua regularização. Foi dado, assim, lugar a ruas ortogonalmente
definidas: com os eixos nobres, no sentido sul-norte, das ruas Augusta,
do Ouro e da Prata, cruzadas por uma série de arruamentos no
sentido este-oeste e a quarteirões regulares organizados verticalmente
na proximidade do Rossio e horizontalmente nas vias próximas
do Terreiro do Paço.
A Praça do Comércio desfruta de uma enorme praça
com uma vista privilegiada para o Tejo, coroada com um arco de triunfo
de memória classicista, ladeada de blocos contínuos de
edifícios nobres, abertos ao nível do solo, por uma sucessão
ritmada de arcarias. É uma construção pombalina,
caracterizada por homogeneidade e equilíbrio.
As novas construções destinavam-se a funções
administrativas económicas e financeiras, sendo que a tradição
se manteve até aos dias de hoje.
Entre os séculos XV e XVII, em plena época dos Descobrimentos,
era na Praça do Comércio que centenas de carpinteiros
fabricavam os barcos para “remarem” à descoberta
de novas
|